sexta-feira, 29 de abril de 2011

Escalas Cromáticas

Podem classificar-se em altas, médias ou baixas.

Altas, quando se utilizam as modulações do valor e de saturação que contêm muito branco.

Médias, quando se utilizam as modulações que não se afastam muito do tom puro saturado de uma cor.

Baixas, quando se utilizam as modulações do valor e luminosidade que contêm muito negro.


Gamas Cromáticas

1. Gama monocromática

Na escala monocromática elege-se uma cor como principal e esta é utilizada juntamente com várias das suas tonalidades. Ex Guernica de Picasso.

2. Gama melódica

É a que é constituída por uma só cor que será degradada com branco ou rebaixada com negro. É quase uma monocromia.

3. Gama harmónica

Consiste na escolha de uma cor dominante e que acaba por dar o carácter a uma imagem. Pode ser da gama quente ou fria. Como se constitui? Escolhe-se uma cor dominante (x) e seleccionam-se a complementar e duas cores ou à direita ou à esquerda desta complementar.



quarta-feira, 27 de abril de 2011

Gamas Cromáticas

Já no século XX, o pintor e professor alemão Johannes Itten elaborou uma estrela de cores onde são classificadas em três dimensões; matiz, tom, e saturação. São doze matizes: as três primárias, as três secundárias, e as terciárias, produzidas pela mistura de cada uma das secundárias com as primárias. Tom é a luminosidade ou escurecimento obtido da mistura de cada matiz com o preto. Saturação é o "colorido" ou a intensidade da cor. A cor perde a intensidade a medida que misturamos com o branco.


Esfera das cores

Para um estudo mais aprofundado sobre a roda de cores, é necessário expandi-la para um corpo tridimensional: a esfera. Nessa esfera, desenvolvida por Philipp Otto Runge, os tons da roda de cor estão localizadas no Equador. Esses são os tons nas suas saturações (ou purezas) máximas.

Num dos pólos está localizado o branco; no outro, o preto. A esfera é então dividida em paralelos.

Ao se montar essa esfera é preciso ter em conta que as cores do equador por estarem puras, não possuem a mesma luminosidade . assim, no amarelo, por exemplo, os tons intermediários entre ele e o branco, serão muito mais próximos ao amarelo puro (variam muito menos entre si), do que os tons que intermediários entre ele o preto. Já no violeta os tons intermediários entre ele e o preto serão muito mais próximos ao tom original do que os intermediários entre ele e o branco.

É importante notar que, na esfera, consegue-se trabalhar com os 3 componentes das cores: o tom, a luminosidade e a saturação. Assim, em torno do equador da esfera, há a mudança de to; de um pólo ao outro ocorre a variação na luminosidade das cores; quando se vai em direcção ao centro da esfera, diminui-se a saturação das cores. Deste modo, quanto mais próximo do núcleo da esfera, mais próximo ao cinza esse tom se torna.

Com a esfera, é possível se estudar a relações entre diferentes cores, tons complementares, relações entre tons cromáticos e não cromáticos (cinza, preto, branco).



imagem feita por Mike Horvath e retirada da wikipedia.

Matiz (hue)

É a característica que define e distingue uma cor. Vermelho, verde ou azul, pôr exemplo, são matizes. Para se mudar o matiz de uma cor acrescenta-se a ela outro matiz.

Tom

Refere-se a maior ou menor quantidade de luz presente na cor. Quando se adiciona preto a determinado matiz, este se torna gradualmente mais escuro, e essas gradações são chamadas escalas tonais. Para se obter escalas tonais mais claras acrescenta-se branco.

Intensidade

Diz respeito ao brilho da cor. Um matiz de intensidade alta ou forte é vívido e saturado, enquanto o de intensidade baixa ou fraca caracteriza cores fracas ou "pastel". O disco de cores mostra que o amarelo tem intensidade alta enquanto a do violeta é baixa.

Conhecer a teoria das cores não é suficiente para elaborar trabalhos interessantes, porém ajuda e muito a atingir objectivos quando estes envolverem o sentido da visão. Afinal é o olho o órgão que capta as cores, passando a mensagem ao cérebro que a identifica e associa com estes conceitos apresentados.


Luminosidade

A luminosidade refere-se ao grau de claridade ou obscuridade contido numa cor. Uma cor possui luminosidade alta quando é clara e luminosidade baixa quando é escura (próxima do preto)






http://umpoucosobrecor.wordpress.com/2007/08/01/esfera-de-cores

terça-feira, 26 de abril de 2011

Fenómeno da opalescência

A opalescência é a propriedade óptica de um material transparente ou translúcido que lhe dá um aspecto ou uma tonalidade leitosa, com reflexos irisados que recordam a opala.

Este fenómeno deve-se ao chamado efeito Tyndall, que consiste na dispersão da luz num meio causado por partículas de matéria dispostas na sua trajectória, por exemplo, em gemas de rochas, no seu interior, formando um feixe ou nuvem visível. O fenómeno é exactamente o mesmo que se observa quando um raio de luz ilumina a poeira dispersa no ar nas divisões de uma habitação.

É por isso que, numa montanha vista ao longe os tons visualizados são cinzentos-azulados. Devido ao comprimento de onda com que são difundidas as cores, nem todas conseguem chegar a nós.

Efeito da luz natural sobre a cor

O céu tem o azul mais intenso no topo e embranquiça quando caminhamos para a linha do horizonte.







Na terra o tom mais intenso, as cores mais vivas são as do 1.º plano; à medida que caminhamos para o horizonte a intensidade da cor diminui.

Efeito da atmosfera na cor

Plano afastado ............................................... embranquecimento máximo da cor

Plano médio ................................................... embranquecimento da cor

1.º plano .......................................................... cores vivas, intensas, incluindo as sombras.

Efeito da luz artificial sobre a cor

O que conta é a perda de luz. Com o distanciamento a luz parece ser mais azul

O esquema é o seguinte:



domingo, 24 de abril de 2011

Jacques Villon


Gaston Emile Duchamp, mais conhecido como Jacques Villon (Damville 31 de Julho de 1875 — Puteauz, 9 de Junho de 1963), foi um pintor e ilustrador francês do Cubismo.



Biografia

Jacques Villon, que adotou seu pseudónimo somente em 1895 (em homenagem ao poeta medieval francês François Villon,), era o primogénito do casal Eugéne Duchamp e Marie-Caroline-Lucie Nicolle. Villon é irmão do também pintor Marcel Duchamp, do escultor Raymond Duchamp-Villon e da pintora Suzanne Duchamp-Crotti.

Teve as suas primeiras aulas de arte com o seu avô materno, Emile Nicolle, o qual era comerciante e artista ao mesmo tempo. Em 1894, mudou-se com seu irmão Raymond para Montmartre, um bairro parisiense. Estudou Direito na Universidade de Paris, mas abandonou os estudos durante o Natal de 1895 (momento em que adoptou o pseudónimo referido) para se dedicar integralmente à prática do desenho e da pintura.

A partir de 1897, começou a produzir ilustrações e charges para periódicos humorísticos de Paris que satirizavam a religião, o exército e tantos outros bastiões da moral conservadora da época. Em 1903, ajudou a organizar a secção de desenhos do primeiro Salon d'Automne. Durante os dois anos seguintes, estudou arte na Académie Julian. Mudou-se em 1906 para Puteaux, no subúrbio de Paris.

Durante a Primeira Guerra Mundial, trabalhou como cartógrafo para o exército. A sua obra pictórica encontra suas raízes no Cubismo.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Jacques_Villon

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Luis Dourdil

Tomei conhecimento da sua obra na exposição do final do ano lectivo de 2010 que a Sociedade Nacional de Belas Artes levou a cabo no seu salão de exposições. As imagens que colhi pecam por falta de qualidade mas, ao vivo, o seu trabalho é apaixonante.






Pintor e desenhador autodidacta português, Luís César Pena Dourdil nasceu no dia 8 de Novembro de 1914, em Coimbra, e faleceu em 1989, em Lisboa.

Foi realizando, a par do seu emprego como artista gráfico, a sua obra aproveitando o máximo das concepções figurativa e abstracta.

Figuração/abstracção e desenho/pintura foram os binómios em que se construiu e desenvolveu a obra deste artista.

O seu quadro Peixeira Sentada (1960) é uma das suas obras mais conhecidas, assim como as pinturas murais do Café Império (1955).

Durante os anos 1940 e 1950, a temática das suas obras foram as figuras populares, em composições claramente inspiradas na pintura cubista de planos transparentes de Jacques Villon. Aliás, em 1963, Luís Dourdil realizou uma pintura decorativa homenageando o pintor (Operação cirúrgica). Esta homenagem serviu também de despedida e Dourdil passou a praticar um desenho de linhas mais sensíveis revelando, em desenhos ou pinturas, valores de harmonia luminosa, tornando-se mais íntima a relação entre a concepção e a execução.

Luís Dourdil, herdeiro das correntes cubo-expressionistas, adaptou-as à sua obra aproveitando as lições de Villon no que respeita à arquitectura do espaço, na atenção às verticais, nos planos frontais onde se insere a figura humana mas conferindo-lhe uma sensibilidade que resulta num jogo subtil de transparências definidor de espaços, servindo, simultaneamente, uma pessoal procura de luminosidades.



domingo, 10 de abril de 2011

A minha participação na FIARTE 2011 através da CULTARTIS

O vídeo da minha participação na FIARTE 2011, através da CULTARTIS, pode ser visto em

http://www.youtube.com/watch?v=PKExEcpK8VE&feature=share

sábado, 2 de abril de 2011

Estive presente na FIARTE 2011, quer acompanhando a CULTARTIS - Associação para a Cultura das Artes - a que pertenço desde a sua fundação, quer em nome individual, no labirinto artístico que reuniu nomes como Paula Rego, Paulo Ossião, Mário Silva, João Cutileiro... personagens consagrados do panorama das artes que não tiveram qualquer pejo em participar em conjunto com artistas amadores.

A Presidente da CULTARTIS, Anunciação Gomes, entrega o diploma de membro-honorário ao pintor Mário Silva.

Obras de artistas da Cultartis expostas nos 3 pavilhões da Feira Internacional de Artes.

O pavilhão onde expus 2 dos meus trabalhos.


Panfleto que sintetiza a minha participação nos pavilhões da CULTARTIS


No labirinto artístico - exposição Geral, participei em nome individual com o seguinte trabalho:


Reflexos I - Acrílico s/ tela - 116x89 - 2011


A minha página do Anuário de Arte produzido pela FIARTE 2011