quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Canções intemporais

La Boème

Hoje a minha amiga Rosé enviou-me por mail um powerpoint com a canção "La Boème” cantada por Charles Aznavour. Nele, associada a imagens de Paris (reconheci vários lugares), aparecia a letra da canção. Embora de forma redutora por faltar este último aspecto, procurei no YouTube e aqui está. Adoro a letra, a música, a melodia de fundo que é tão rica, a voz quente do cantor. Enfim, gosto de tudo. Por isso aqui estou eu a partilhar este momento.


terça-feira, 29 de setembro de 2009

Arte abstracta... primeiros e tímidos passos


Alcida Maria, 2009, técnica mista sobre papel, "Guerra ou Paz?"

O trabalho que apresento foi realizado no dia 27 de Setembro último, em técnica mista, em que foram aplicados o carvão prensado, o giz e o pastel seco sobre papel.

O seu nascimento não era previsível e o seu crescimento foi conseguido de forma aleatória, ao sabor da sequência de traços e manchas que iam sendo adicionados ao suporte. No fim surgiu uma obra onde se destacam os tons quentes e de onde emerge o vermelho, a cor com que sempre me identifiquei mais.

Nome da obra? Não sei bem. A inspiração costuma andar de mãos dadas comigo neste aspecto particular, mas de momento só me acorre "Guerra ou Paz?".

A par da pintura ando a percorrer também o caminho das colagens. É bom diversificar. Faz bem ao espírito. Abomino rotinas.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Nem só de arte vive o site

Descubra a combinação para abrir o cofre

  • São dadas três opções (três números diferentes);
  • Em cada opção figura um dos algarismos que permite a abertura do cofre;
  • Escreva uma eventual combinação para a abertura do cofre;
  • Verifique se conseguiu fazê-lo ou tente outra vez.


Querer será sempre poder?

Consegue abrir o cofre?

Número:

521

Número:

319

Número:

874

Escolha a

Combinação:

Algarismo

Algarismo

Algarismo



domingo, 27 de setembro de 2009

História da Arte Contemporânea

2. O século XX:

  • · A primeira e segunda gerações naturalistas: Henrique Pousão, Malhoa e Columbano.
  • · As vanguardas e os anos de experimentação (1905/1920): fauvismo e expressionismo

Expressionismo

Denominam-se genericamente expressionistas os vários movimentos de vanguarda do fim do século XIX e início do século XX que estavam mais interessados na interiorização da criação artística do que em sua exteriorização, projectando na obra de arte uma reflexão individual e subjectiva. O Expressionismo não se confunde com o Realismo por não estar interessado na idealização da realidade, mas em sua apreensão pelo sujeito. Guarda, porém, com o movimento realista, semelhanças, como uma certa visão anti-"Romantismo" do mundo.

Sob o rótulo expressionista estão movimentos e escolas como o grupo Die Brücke (do alemão: A ponte), as últimas Secessões vienenses e de uma certa forma o fauvismo. A arquitectura produzida por Mendelsohn também é chamada de expressionista.

Numa acepção mais ampla, a palavra diz respeito a qualquer manifestação subjectiva e psicológica da criação humana.

O Expressionismo surge de um desdobramento do pós- impressionismo, recebendo influências de uma série de artistas pertencentes a este período, como o holandês Van Gogh e o norueguês Edvard Munch. Encontra ligações também com certas manifestações do art nouveau e do simbolismo.

Considerando os desdobramentos do Impressionismo, os principais precursores do movimento foram Vincent van Gogh, Edvard Munch e Paul Klee, tal a dramaticidade de suas obras, a importância (e, em certo sentido, a independência) da cor. Ambas as obras propõem uma ruptura formal e ideológica com a Academia e com o Impressionismo. O simbolismo como um todo também influenciou os movimentos expressionistas, em uma outra esfera, devido à importância dada à mensagem oculta na obra.

Características das pinturas

  • Como o interesse do movimento é projectar uma reflexão subjectiva, é comum o retrato de seres humanos solitários e sofredores, onde a intenção é de captar estados mentais, que podem ser vistos em vários quadros de personagens deformadas. Deforma-se a figura, para ressaltar o sentimento.
  • É a arte do instinto, trata-se de uma pintura dramática, subjectiva, “expressando” sentimentos humanos. Utilizando cores irreais, dá forma plástica ao amor, ao ciúme, ao medo, à solidão e à miséria humana.

Para isso a pintura apresenta:

  • Grandes manchas de cores intensas e contrastantes, aplicadas livremente sem respeito pelo real;
  • Temas pesados com fortes preocupações psicológicas (angústia, sofrimento, etc.);
  • Desenho simplificado;
  • Distorção intencional das imagens com o objectivo de obter expressividade;
  • Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais.
  • Pasta grossa, martelada, áspera;
  • Técnica violenta: o pincel ou espátula vai e vem, fazendo e refazendo, empastando ou provocando explosões; 


Principais pintores

Edvard Munch

Otto Dix

Ernst Ludwig Kirchner

Van Gogh

http://pt.wikipedia.org/wiki/Expressionismo


O Grito é uma pintura do norueguês Edvard Munch, datada de 1893. A obra representa uma figura andrógina num momento de profunda angústia e desespero existencial. O pano de fundo é a doca de Oslofjord (em Oslo) ao pôr-do-Sol. O Grito é considerado como uma das obras mais importantes do movimento expressionista e adquiriu um estatuto de ícone cultural, a par da Mona Lisa de Leonardo da Vinci .


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

História da Arte Contemporânea

Síntese de conteúdos anteriores (última apresentação feita a 10 de Julho de 2009)

1. O final do séc. XIX e a transição para o séc. XX:

  • · Os pós-impressionistas : Gauguin, Van Gogh e Cézanne.
  • · A Arte Nova nos diferentes países da Europa e em Portugal.
  • · A importância da escola de Barbizon na caracterização do Naturalismo de Silva Porto e Marques de Oliveira.

2. O século XX:

  • · A primeira e segunda gerações naturalistas: Henrique Pousão, Malhoa e Columbano.

Retomando o assunto...

  • · As vanguardas e os anos de experimentação (1905/1920): fauvismo e expressionismo

Fauvismo

Esta corrente, Fauvismo, constituiu a primeira vaga de assalto da arte moderna propriamente dita. Em 1905, em Paris, no Salon d’Automne, ao entrar na sala onde estavam expostas obras de autores pouco conhecidos, Henri Matisse, Georges Rouault, André Derain, Maurice de Vlaminck, entre outros, o crítico Louis de Vauxcelles julgou-se entre as feras (fauves).

As telas que se encontravam na sala eram, de facto, estranhas, selvagens: uma exuberância da cor, aplicada aparentemente de forma arbitrária, tornava as obras chocantes. Caracteriza-se pela importância que é dada à cor pura, sendo a linha apenas um marco diferenciador de cada uma das formas apresentadas. A técnica consiste em fazer desaparecer o desenho sob violentos jactos de cor, de luz, de sol.

Características fundamentais:

  • · Primado da cor sobre as formas: a cor é vista como um meio de expressão íntimo;
  • · Desenvolve-se em grandes manchas de cor que delimitam planos, onde a ilusão da terceira dimensão se perde;
  • · A cor aparece pura, sem sombreados, fazendo salientar os contrastes, com pinceladas directas e emotivas;
  • · Autonomiza-se do real, pois a arte deve reflectir a verdade inerente, que deve desenvencilhar-se da aparência exterior do objecto;
  • · A temática não é relevante, não tendo qualquer conotação social, política ou outra;
  • · Os planos de cor estão divididos, no rosto, por uma risca verde. Do lado esquerdo, a face amarela destaca-se mais do fundo vermelho, enquanto que a outra metade, mais rosada, se planifica e retrai para o nível do fundo em cor verde. Paralelos semelhantes podemos ainda encontrar na relação entre o vestido vermelho e as cores utilizadas no fundo;
  • · A obra de arte nasce, por isso, autónoma em relação ao objecto que a motivou, dos temas mais característicos do autor, onde sobressaem os padrões decorativos;
  • · A linguagem é plana, as cores são alegres, vivas e brilhantes, perfeitamente harmonizadas, não simulando profundidade, em total respeito pela bidimensionalidade da tela;
  • · A cor é o elemento dominante de todo o rosto. Esta é aplicada de forma violenta, intuitiva, em pinceladas grossas, empastadas e espontâneas, emprestando ao conjunto uma rudeza e agressividade juvenis;
  • · Estudo dos efeitos de diferentes luminosidades, anulando ou distinguindo efeitos de profundidade.

http://cultura.portaldomovimento.com/fauvismo.html

Link: http://www.metmuseum.org/toah/hd/fauv/hd_fauv.htm

André Derain, 1906; Maurice de Vlaminck (French, 1876–1958); Oil on cardboard; 10 3/8 x 8 1/4 in. (26.4 x 21 cm)
Jacques and Natasha Gelman Collection, 1998 (1999.363.83)

A cabeça de Derain, apresentada em tamanho real e em grande plano é mais expressiva do que qualquer fotografia. Não há indicação de espaço circundante. Vlamink delineou a preto os contornos da cabeça, cabelo, ombros e colarinho. Pintou então o rosto de vermelho, clareando mais que modelando as características faciais com pinceladas de amarelo e aplicando um inesperado verde no nariz. Em ambos os olhos as pálpebras são azuis e as espirais azuis do bigode são projectadas para a esquerda. Derain guardou este retrato até a sua morte em 1954.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Exposição Colecção Municipal Ferreira da Silva

É com a consciência de que participar na abertura da Exposição Colecção Municipal Ferreira da Silva constitui um momento único da nossa agenda cultural, que apresento o convite para a inauguração do referido evento. Este ocorrerá no próximo dia 26 de Setembro, às 17h no Centro Cultural e de Congressos. Até lá.


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Parece impossível!...

Isto é verdadeiramente espantoso !!!



Não percebo como isto dá certo, mas que dá, dá.

Activar o endereço:

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Jackson Pollock


Pollock nasceu em Cody, no estado de Wyoming. Começou seus estudos em Los Angeles e depois mudou-se para New York. Desenvolveu uma técnica de pintura, criada por Max Ernst, o 'dripping' (gotejamento), na qual respingava a tinta sobre suas imensas telas; os pingos escorriam formando traços harmoniosos e pareciam entrelaçar-se na superfície da tela. O quadro "UM" é um exemplo dessa técnica. Pintava com a tela colocada no chão para sentir-se dentro do quadro. Pollock parte do zero, do pingo de tinta que deixa cair na tela elabora uma obra de arte. Além de deixar de lado o cavalete, Pollock também não mais usa pincéis.

A arte de Pollock combina a simplicidade com a pintura pura e suas obras de maiores dimensões possuem características monumentais. Com Pollock, há o auge da pintura de acção (action painting). A tensão ético-religiosa por ele vivida o impele aos pintores da Revolução mexicana. Sua esfera da arte é o inconsciente: seus signos são um prolongamento do seu interior. Apesar de ter seu trabalho reconhecido e com exposições por vários países do mundo, Pollock nunca saiu dos Estados Unidos. Morreu em um acidente de carro em 11 de agosto de 1956, às 10 da manhã.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jackson_Pollock

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Aguarela, meu amor


Penso que a vida se torna mais rica desde que tenhamos sonhos. Tornamo-nos activos. O pensamento flui mais facilmente entre uma ideia e outra, na busca incessante que fazemos para atingirmos os nossos objectivos.

Um dos meus sonhos é pintar, e bem, na técnica da aguarela. Talvez esta minha vida não venha a ser suficientemente longa para que o consiga realizar (se é que alguma vez o conseguiria). Esse facto não faz, no entanto, com que eu esmoreça e assim, lá vou eu, de degrau em degrau, vencendo os pequenos patamares constituídos pelos obstáculos. Isto, para mim, também é ser feliz.

E viva a vida!


Alcida Maria
"Tarde soalheira no jardim", 2009
Aguarela

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Usando o photoshop

Hoje apetece-me partilhar umas brincadeiras que ando a tentar fazer com o programa photoshop.

Não sei trabalhar minimamente com o programa. Importei-o da internet por um período experimental de 30 dias. Utilizo somente aplicações directas e simples. Reconheço, no entanto, que o seu potencial é enorme! Pena é que para Macintosh o preço ascenda a um valor um pouco superior a 600€. É dose!

A primeira imagem diz respeito a uma foto importada da internet. Constituiu a base de trabalho. As que se seguem são todas transformadas a partir da inicial.

Eis a foto original


Transformação 1

Transformação 2


Transformação 3


Transformação 4

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Novos trabalhos


Bom, desta vez venho partilhar dois trabalhos a aguarela. Os estilos são totalmente diferentes. Vou apresentar primeiro o mais clássico, concluído ontem e ainda sem título e, depois, um outro que não tem nada a ver com o anterior. Intitulei este último de "Balada para um homem novo". É que estou à procura do meu caminho neste mundo da pintura, mas ainda não estou muito segura quanto ao rumo que irá tomar. Veremos...


Ainda sem título
2009
Aguarela



"Balada para um homem novo".
2009
Aguarela


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Trabalho a ecoline

Quero partilhar consigo o último trabalho por mim realizado e que foi executado a partir de uma fotografia tirada na centro George Pompidou em Paris, nas férias da Páscoa deste ano. Tive alguma preocupação com o estudo da composição. Para tal eliminei um sector da foto e retirei as pessoas que atrás de mim subiam na escada rolante. Para o concretizar utilizei ecoline que não foi diluída em água. Gostei do efeito final.

domingo, 13 de setembro de 2009

Exposição no Cartaxo

No dia 11 de Setembro ocorreu a inauguração da exposição que a CULTARTIS levou a cabo na Galeria José Tagarro, a galeria da Câmara Municipal do Cartaxo. Eis algumas fotos tiradas no dia da montagem do referido evento.


Vista geral da porta de entrada. Os painéis comportam trabalhos de ambos os lados

Visão parcial que permite visualizar o corredor de exposição que foi criado por trás dos painéis

Alguns trabalhos colocados por trás dos painéis do semi-círculo central ilustrado na fig. 1

Na parede oposta à entrada da Galeria ficou o friso dos toureiros. Surgem expositores de trabalhos relativos aos Bordados das Caldas

Prolongamento do friso dos toureiros da foto anterior

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Artistas plásticos portugueses

Júlio Resende

Júlio Resende (Porto, 23 de Outubro de 1917) é um pintor português. Diplomou-se em Pintura em 1945 pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto, onde foi discípulo de Dórdio Gomes. Fez a sua primeira aparição pública em 1944 na I Exposição dos Independentes. Em 1948, partiu para Paris, recebendo formação de Duco de la Haix e de Otto Friez. O trabalho produzido em terras gaulesas é exposto em Portugal em 1949 e as propostas a(c)tualizadas que Resende demonstra são acusadas pelos artistas portugueses, definindo a sua vocação de expressionista. Assimilou algum cubismo, vai construir na sua fase alentejana, e mais tarde no Porto, uma pintura caracterizada pela plasticidade e dinâmica, de malhas triangulares ou quadrangulares, aproximando-se de forma progressiva da não figuração. Do geometrismo ao não figurativismo, do gestualismo ao neofigurativo, a sua arte desenvolve-se muma encruzilhada de pesquisas, cuja dominante será sempre expressionista e lírica. Pintor de transição entre o figurativo e o abstra(c)to, Resende distingue-se também como professor , trazendo à escola do Porto um novo espírito aos alunos que a frequentaram na década de 1960.

A obra pictórica de Júlio Resende revela que ele compreendeu a pintura europeia, porque a observou, experimentou e soube transmitir aos pintores e aos alunos que ele formou na Escola Superior de Belas Artes do Porto.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Júlio_Resende

Obras do autor

"Ribeira Negra" (1984), uma das obras mais conhecidas de Júlio Resende, no Porto.

Cor de Goa - Litografia - 18x25 cm (mancha) – 1997