sábado, 30 de maio de 2009

O significado das cores

É um facto que as cores têm uma grande influência psicológica sobre o ser humano. Existem cores que se apresentam como estimulantes, alegres, optimistas, outras serenas e tranquilas, entre outros.

Assim, quando o Homem tomou consciência desta realidade, aprendeu a usar as cores como estímulos para encontrar determinadas respostas e, a cor que durante muito tempo só teve finalidades estéticas, passou a ter também finalidades e funcionalidades práticas. 

É possível pois, compreender a simbologia das cores e através delas dar e receber informações.”

http://olhandoacor.web.simplesnet.pt/significado_das_cores.htm Maio 2009

 Vejamos se a simbologia que os especialistas atribuem às cores podem, para nós, estar associadas à obra que é apresentada abaixo.

 

Santa Maria Madalena, Josefa de Óbidos, 1650. Óleo sobre cobre 22,8x18,4cm.  Museu nacional Machado de Castro

Josefa de Óbidos, nascida Josefa de Ayala Figueira (Sevilha, Fevereiro de1630 — Óbidos, 22 de Julho de 1684), foi uma pintora nascida em Espanha que viveu e produziu em Portugal. 

Foi especialista na pintura de flores, frutas e objectos inanimados. A influência exercida pelo barroco tornaram-na uma artista com interesses diversificados, tendo-se dedicado, além da pintura, à estampa, à gravura, à modelagem do barro, ao desenho de figurinos, de tecidos, de acessórios vários e a arranjos florais.

Tendo vivido quase sempre na Quinta da Capeleira, a reputação que granjeou era de tal ordem que muitos dos que iam tornar banhos às Caldas da Rainha, se desviavam de seu caminho, para irem a Óbidos cumprimentá-la.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Josefa_de_Óbidos Maio 2009


O preto está associado à ideia de morte, luto ou terror, no entanto também se liga ao mistério e à fantasia, sendo hoje em dia uma cor com valor de uma certa sofisticação e luxo. Significa também dignidade.




quinta-feira, 28 de maio de 2009

O significado das cores

É um facto que as cores têm uma grande influência psicológica sobre o ser humano. Existem cores que se apresentam como estimulantes, alegres, optimistas, outras serenas e tranquilas, entre outros.

Assim, quando o Homem tomou consciência desta realidade, aprendeu a usar as cores como estímulos para encontrar determinadas respostas e, a cor que durante muito tempo só teve finalidades estéticas, passou a ter também finalidades e funcionalidades práticas. s

É possível pois, compreender a simbologia das cores e através delas dar e receber informações.”

http://olhandoacor.web.simplesnet.pt/significado_das_cores.htm Maio 2009

Vejamos se a simbologia que os especialistas atribuem às cores podem, para nós, estar associadas à obra que é apresentada abaixo.


VAN GOGH, Vincent - Girassóis   (1853 - 1890)

É geralmente considerado o maior pintor e desenhador holandês depois de Rembrandt. Com Cézanne e Gauguin constituem os maiores artistas pós-impressionistas. Influenciou de modo muito marcante a corrente do Expressionismo na arte moderna. O seu trabalho, todo ele produzido num curto período de dez anos, inesquecível, transmite através das suas fabulosas cores, refinadas pinceladas e contorno das formas a angústia da doença mental que eventualmente terá dado origem ao seu suicídio.

O Amarelo transmite calor, luz e descontracção. Simbolicamente está associado à prosperidade. É também uma cor energética, activa que transmite optimismo. Está associada ao Verão.

http://olhandoacor.web.simplesnet.pt/significado_das_cores.htm Maio 2009

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O significado das cores

“É um facto que as cores têm uma grande influência psicológica sobre o ser humano. Existem cores que se apresentam como estimulantes, alegres, optimistas, outras serenas e tranquilas, entre outros.

Assim, quando o Homem tomou consciência desta realidade, aprendeu a usar as cores como estímulos para encontrar determinadas respostas e, a cor que durante muito tempo só teve finalidades estéticas, passou a ter também finalidades e funcionalidades práticas. 

É possível pois, compreender a simbologia das cores e através delas dar e receber informações.”

http://olhandoacor.web.simplesnet.pt/significado_das_cores.htm Maio 2009

Vejamos se a simbologia que os especialistas atribuem às cores podem, para nós, estar associadas à obra que é apresentada abaixo.

                                                

Henri Matisse, Harmony in Red. 1908. Oil on canvas. The Hermitage, St. Petersburg, Russia.


Exemplos de cores e sua simbologia

O vermelho é a cor da paixão e do sentimento. Simboliza o amor, o desejo, mas também simboliza o orgulho, a violência, a agressividade ou o poder.

O vermelho escuro significa elegância, requinte e liderança.

http://olhandoacor.web.simplesnet.pt/significado_das_cores.htm Maio 2009

terça-feira, 26 de maio de 2009

A ligeireza com que mutilamos obras de arte

Fig. 1

Compare as duas imagens. Na fig.1 está representado o quadro “Arearea” que Paul Gauguin pintou em 1892 e, na figura 2, uma releitura e execução efectuada por Douglas Frasquetti (Pintura em Tela, On Line Editora, Edição 25).

Não sei que conclusões  tirou após essa observação. Poderá ter pensado: estão parecidos. Estão “giros”.  Não gosto de nenhum. Gosto de ambos. Foram retirados alguns elementos do plano de fundo.  E depois? Não morreu ninguém por causa disso. O que aconteceu ao cachorro vermelho (também onde já se viu colorir um cachorro de vermelho)? E assim por diante.

Volte a observar os dois quadros e reflicta se esses elementos que foram retirados são assim tão relevantes.

Não nos alonguemos mais e vamos ao encontro de Paul Gauguin. No fim colocar-lhe-ei uma questão.

Antes de mais uma sumária referência aos pressupostos que conduziram à produção do quadro e, depois, uma análise do próprio quadro.

 

O mito do “selvagem”:

Gauguin desprezava a cultura ocidental e, em lugar da dita “civilização”, optou por povos primitivos. Rejeitou a arte académica e valorizou as máscaras africanas, a arte românica e tudo o que não era convencional. O que o fazia apreciar este tipo de arte não era nem a sua curiosidade nem a sua originalidade, mas a sua autenticidade. Essencialmente ele estava em busca de si mesmo.

Características de sua obra

Gauguin desenvolveu as técnicas do "sintetismo" e "cloisonnisme" (alveolismo), estilos de representação simbólica da natureza onde são utilizadas formas simplificadas e grandes campos de cores vivas chapadas, que ele fechava com uma linha negra, e que mostravam uma forte influência das gravuras japonesas. 

A sua pintura é caracterizada por:

Natureza alegórica, decorativa e sugestiva;

Formas dimensionais, estilizadas, sintéticas e estáticas.

 

Arearea

 

Em Abril de 1891, Gauguin partiu para a sua primeira visita ao Taiti, à procura do tal modo de viver primitivo. A sua inspiração despontou a partir de cenas imaginárias decorrentes da observação do meio envolvente, de histórias locais e de antigas tradições religiosas. Arearea é representativo desses trabalhos onde o sonho e a realidade coexistem.

Observemos então (e de novo) a figura 1. No primeiro plano existem vários motivos, resultantes da observação da realidade que cercava Gauguin, e que são recorrentes em relação às suas pinturas deste período. Há duas mulheres sentadas no centro do quadro, uma árvore que percorre toda a tela e um cão vermelho. O céu desapareceu. Uma sucessão de planos coloridos – verde, amarelo, vermelho – forma a estrutura da composição.

Na cena imaginária do último plano há várias mulheres em adoração a uma estátua. Gauguin ampliou uma pequena estátua Maori dando-lhe a dimensão de um grande Buda e inventou um ritual sagrado.

Todos esses elementos criam um mundo encantado, pleno de harmonia e de melancolia, onde o homem vive sob a protecção dos deuses, num ambiente natural luxuriante, numa arcaica e idealizada Polinésia.

 

As perguntas que neste momento faço, à guisa de conclusão, são as seguintes: Quando se recopiou (a referência à releitura é explicitada na revista) o quadro de Gauguin houve ou não um empobrecimento? Onde estão o mistério, o encantamento, a simbologia, o misticismo, a poesia, a vida. Teremos o direito de mutilar, desta forma, obras de arte? Não me estou a reportar, é claro, a situações de recriação de obras em que o autor as altera dando-lhes o seu cunho pessoal perfeitamente identificável.

Bibliografia:

http://www.spanisharts.com/history/del_impres_s.XX/neoimpresionismo/i_gauguin.html, 22 Maio 2009

http://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Gauguin, 22 Maio 2009

http://www.musee-orsay.fr/en/collections/works-in-focus/painting/commentaire_id/arearea-10869.html?tx_commentaire_pi1%5BpidLi%5D=509&tx_commentaire_pi1%5Bfrom%5D=841&cHash=93bc0e027a 22 Maio 2009





segunda-feira, 25 de maio de 2009

Sophia de Mello Breyner Andresen

Hoje, e para variar um bocadinho, apetece-me pintar o sonhar-a-pintura com palavras; recobri-lo com uma veladura ténue e sublime que, como uma suave brisa, nos possa tocar o coração.

Há palavras que se impõem e, embora não seja amante de poesia, seleccionei, para este momento, o poema Porque de Sophia de Mello Breyner Andresen. Vamos então “sonhar uma pintura”. A que resultar da nossa imaginação.

 Porque

Porque os outros se mascaram mas tu não

Porque os outros usam a virtude

Para comprar o que não tem perdão.

Porque os outros têm medo mas tu não.

 

Porque os outros são os túmulos caiados

Onde germina calada a podridão.

Porque os outros se calam mas tu não.

 

Porque os outros se compram e se vendem

E os seus gestos dão sempre dividendo.

Porque os outros são hábeis mas tu não.

 

Porque os outros vão à sombra dos abrigos

E tu vais de mãos dadas com os perigos.

Porque os outros calculam mas tu não.

 

No Tempo  Dividido e  Mar Novo”, Edições Salamandra, 1985, p. 79

 

A vida é também constituída por jóias preciosas como esta.

sábado, 23 de maio de 2009

Cores de Maio



                                                            

Hoje, 23 de Maio de 2009, decorreu mais uma exposição da CULTARTIS intitulada “Cores de Maio”. 

Pretendia-se um evento de rua com extensão ao átrio da Junta de Freguesia  de Nossa  Senhora do Pópulo.

A chuva tornou difícil que as obras pudessem ser apresentadas ao público na rua das Montras. Mas os associados foram determinados e, assim que uma pequena aberta surgia no céu, verificava-se que esse espaço exterior era ocupado de forma a haver um contacto mais imediato com a população.

Alguns trabalhos continuarão expostos no átrio da referida Junta de Freguesia até ao dia 29 de Maio.

Deram-nos a honra da sua presença a Sr.ª Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, Dr.ª Conceição Pereira e o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo, Sr. Vasco Oliveira.

Eis algumas fotografias que eternizam o momento.


A Dr.ª Conceição Pereira dialoga com a Presidente da CULTARTIS, Sr.ª Anunciação Gomes no átrio da Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo


A Dr.ª Conceição Pereira a observar trabalhos expostos na rua das Montras


O Dr. Vasco Oliveira e a Dr.ª Conceição Pereira visitando a nossa exposição


"À procura de identidade" foi o trabalho que apresentei.

Como associada da CULTARTIS quero agradecer a todos os que comigo participaram neste evento ( fomos corajosos face às condições meteorológicas relativamente adversas).

Vamos, todos os associados, dinamizar o nosso espaço. Ele é único, diferente, nosso. Podemos torná-lo naquele lugar onde todos nos sintamos bem, em que cada um esteja em harmonia consigo mesmo e com os outros. Basta querermos! 

Obrigada a todos pelos momentos bem passados na associação.



sexta-feira, 22 de maio de 2009

Estranho? Feio? Bonito? Moderno? 

Estou a referir-me à obra mais conhecida de Arcimboldo.

Eis um dos seus trabalhos:


Quem foi Arcimboldo e quando fez ele a sua passagem pela Terra?


Giuseppe Arcimboldo foi um pintor italiano.

Iniciou seus trabalhos em Milão, com seu pai, mas atingiu a fama em Praga, sob a protecção do Imperador Rudolph XI. Suas obras principais incluem a série "As quatro estações", onde usou, pela primeira vez, imagens da natureza, tais como frutas, verduras e flores, para compor fisionomias humanas. A ideia de reproduzir as estações como pessoas já era usada desde a época dos romanos, no entanto Arcimboldo foi o pioneiro na utilização de vegetais de cada época, na composição de rostos humanos.

A sua passagem pela Terra decorreu entre 1527 e 1593.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Giuseppe_Arcimboldo

Incrível! Assim se podia trabalhar no século XVI!

Como descobri eu Arcimboldo?

Em 2008, ao viajar até Viena, visitei um museu de Arte onde estavam expostos trabalhos deste pintor. Até então eu não tinha conhecimento nem do autor nem da sua obra. Para mim a surpresa foi tão grande que, mal cheguei a Portugal, fui pesquisar sobre o tema.  Achei curiosa toda a informação que consegui recolher.

Há bons momentos assim na vida.



quinta-feira, 21 de maio de 2009


Fig.1

Fig. 2

Nota: este trabalho foi executado no atelier-escola Duran Castaibert

Acha  difícil executar um trabalho como o da figura 2?

Eu vou tentar ajudá-lo.

Em primeiro lugar deve munir-se do material que se lista e que a figura 1 ilustra:

Borracha miolo de pão

Carvão vegetal fino

Grafite 3B em barra

Lápis de grafite n.º 4B, 6B e 9B

Algodão

Esfuminho (no caso de querer utilizar diluente)

Trapo

Bloco de desenho (ou folhas)

Diluente

O roteiro que a seguir é descrito é somente (e sem qualquer pretensão) uma sequência na abordagem de um trabalho a grafite.

1 Procede-se ao enquadramento geométrico a carvão (ou seja, elabora-se o desenho em linhas gerais, iniciando-o por linhas geométricas, o que ajuda a posicionar a imagem que poderá ser aperfeiçoada de seguida);

2 Marca-se o desenho produzido (que já deve estar próximo daquele que pretende pintar) em linhas gerais com o lápis 4B. Nesta fase podem efectuar-se as últimas correcções ao desenho;

3  Limpa-se o desenho com o trapo (procura-se, assim, eliminar o carvão);

4  Cobre-se o desenho com a aresta mais larga da barra de grafite 3B. A grafite deve ser aplicada em todas as direcções, criando-se uma névoa o mais homogéneo possível (não carregar demasiado o tom);

5  Abrem-se luzes com a borracha miolo de pão ( esta tem a particularidade de ser moldável, absorver a grafite e não sujar o trabalho), ou seja, retira-se a grafite nas áreas mais iluminadas;

6  “Amaciam-se” as formas ou com os dedos ou com o algodão na zona de contacto entre o branco recém criado e a grafite depositada (evitam-se as mudanças bruscas de tom);

7 Intensificam-se as áreas mais escuras:

7.1 usando o lápis 6B e esbatendo algumas áreas com o algodão;

7.2 eventualmente, nalgumas áreas, aplica-se a barra de grafite 3B (aresta mais pequena – uma das da extremidade da barra);

7.3  aplica-se o lápis 9B nas áreas mais escuras (atinge-se, então, o escuro máximo;

8  Suaviza-se o trabalho com o algodão que deve ser aplicado ao de leve (como um sopro) sobre toda a superfície pictórica;

9  Reabrem-se algumas luzes que eventualmente tenham sido perdidas;

10 Se desejar que as áreas mais escuras sejam mais intensificadas aplique o esfuminho embebido em diluente nessas mesmas áreas (deve ir rodando o esfuminho à medida que aplica o diluente. Com o tempo desenvolverá a técnica de tal modo que não irá provocar descontinuidade de tratamento no desenho)

Espero que esta seja uma boa "receita" que o incentive a começar a “sonhar a pintura”. Experimente. Aos nossos sonhos nunca devemos renunciar.

 

 


quarta-feira, 20 de maio de 2009

Ao encontro de Kandinsky

Wassily Kandinsky (Moscovo,4 de Dezembro de 1866  — Neuilly-sur-Seine, 13 de Dezembro de 1944) foi um artista russo, professor da Bauhaus e introdutor da abstracção no campo das artes visuais.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Wassily_Kandinsky

No seu livro “Gramática da Criação” Wassily Kandinsky levanta várias questões que podem constituir notas para reflexão:

“O inevitável acontece quando chega a sua hora. Dito de outro modo, o espírito criador (a que poderemos chamar espírito abstracto) acede então à alma, depois às almas e provoca uma aspiração, um impulso interior.

 Assim que as condições necessárias ao amadurecimento de uma forma determinada se encontram preenchidas, esta aspiração, este impulso interior recebe o poder e criar no espírito humano um novo valor que, consciente ou inconscientemente, começa a viver no homem. A partir deste instante, conscientemente ou não, o homem procura uma forma material para o novo valor que vive nele sob uma forma espiritual.

O valor espiritual está então em busca de uma materialização. A designação material desempenha aqui o papel de uma “despensa” onde o espírito, tal como um cozinheiro, vai buscar aquilo que lhe é necessário.

Eis o elemento positivo, criador. Eis o bem. O Raio Branco que fecunda.

Este Raio Branco conduz à evolução, à elevação; por detrás da matéria, no interior da matéria, esconde-se o espírito criador. O véu que envolve o espírito na matéria é frequentemente tão espesso que, em geral, poucos homens são capazes de o notar. É por isso que, nos nossos dias, muitos são os que não vêm o espírito nem na religião nem na arte. Épocas há que negaram o espírito porque, nesses tempos, em geral os olhos dos homens foram incapazes de ver o espírito. Assim sucedeu no século XIX, assim sucede ainda de um modo geral no nosso tempo.

Os homens estão cegos.

Uma Mão Negra está pousada sobre os seus olhos. É a Mão daquele que odeia. Aquele que odeia procura por todos os meios travar a evolução, a elevação.

Eis o elemento negativo, destruidor. A Mão Negra que semeia a morte.

A evolução e o movimento em frente e para cima só são possíveis quando o caminho está livre, quando não se levanta qualquer barreira. Esta é a condição exterior.

A força que impulsiona o espírito humano para a frente e para cima, quando o caminho está livre, é o espírito abstracto. É preciso, naturalmente, que estrondeie e se faça ouvir. O apelo tem que ser possível. É a condição interior."

KANDINSKY, Wassily, Gramática da Criação, 1998, Edições 70 LDA, pág. 13 e 14, Lisboa.

 

 

terça-feira, 19 de maio de 2009

Sou incondicionalmente apaixonada pela técnica da aguarela embora reconheça a dificuldade de mestria nesta área.

Adquiri um livro muito interessante sobre o assunto (em francês), da autoria de Ewa Karpinska.

Esta obra, muito bem ilustrada e cheia de pequenos exercícios realmente eficazes, está dividida nos seguintes capítulos:

Au fil de léau  - aqui a autora explicita o material  que utiliza e aborda as diversas técnicas da aguarela;

Le cycle de l'eau - demonstra-se o quão importante é conhecer o ciclo de secagem da água no papel porque a cada momento da referida secagem corresponde um tipo diferente de intervenção no suporte utilizado;

Variations - neste capítulo o leitor é conduzido para intervenções pontuais do trabalho em negativo, em positivo e sobre superfícies totalmente inundadas. Realizei os trabalhos propostos e verifiquei que dei um salto qualitativo na produção das minhas aguarelas;

Les pas à pas - os exercícios propostos são difíceis porque os trabalhos propostos para execução são de muito bom nível;

Lire une aquarelle - Apresentada uma obra, são seleccionados alguns sectores da mesma e feito um comentário que enriquece a nossa percepção sobre a técnica.

Aqui fica um site em que pode encontrar trabalhos da autora
http://www.atelier-artimage.com/ewa_karpinska_2.html

Alcida Maria

 

Nasceu no Brasil tendo adquirido a nacionalidade portuguesa em 1973;

Reside em Caldas da Rainha

 A pintura constituiu sempre uma paixão sua, mas foi somente nestes últimos anos que pôde dedicar-lhe algum do seu tempo.

 De autodidacta passou a participar em alguns workshops de desenho e pintura, tendo iniciado o seu percurso pelas artes decorativas.

 Frequenta o Atelier-Escola Duran Castaibert e o primeiro ano de Pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes.

 Faz parte da CULTARTIS – Associação para a Cultura das Artes – , em Caldas da Rainha, da qual é membro fundador.